Terça-feira , 25 Setembro 2018
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Sumiço de R$ 300 mil do assalto, Fábio Abreu: ‘Se confirmado, policiais serão excluídos’

A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí já abriu processo para apurar a conduta dos dois policiais presos acusados de desviar dinheiro recuperado no assalto do Banco do Nordeste (BNB), ocorrido na manhã de terça-feira (19), na agência da avenida João XXIII, na zona Leste de Teresina. Os dois policiais foram levados para a Corregedoria-Geral da Polícia Militar, no bairro Piçarra, na zona Sul da cidade, onde prestam depoimento.

Uma tesoureira da agência, que mora no bairro Aeroporto, na zona Norte de Teresina, foi abordada pela quadrilha na casa onde reside com mais sete pessoas da sua família, incluindo três crianças.

Os bandidos levaram o equivalente a R$ 706 mil em dinheiro. Quatro policiais militares do 5º Batalhão da PM atenderam a ocorrência, sendo que dois deles prenderam um dos suspeitos, identificado como Romildo Cunha Ribeiro, que portava dinheiro dentro do bolso. Parte do dinheiro recuperado foi colocado em sacos de lixo pelos bandidos.

A polícia conseguiu recuperar a quantia, que teoricamente seria de R$ 706 mil e que foi levada por dois dos quatro policiais [que estão presos] para a sede do Grupo de Repressão ao Crime Organizado – Greco, do Ministério Público do Estado do Piauí. No entanto, durante a contabilização na tarde de ontem, os agentes descobriram que só havia R$ 412 mil, ou seja, faltando R$ 294 mil.

De acordo com o Comando Geral da Polícia Militar, houve uma série de erros. Os policiais deveriam ter isolado toda a área e em seguida acionado seus superiores para que o dinheiro fosse apreendido e contabilizado.

Em entrevista ao vivo no Agora da Rede Meio Norte, o secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu, reforçou que todos os procedimentos legais estão sendo tomados para apurar a conduta dos dois policiais.

“Seguindo a nossa experiência, todo procedimento tem que vir acompanhado primeiramente de um funcionário do Banco, principalmente para que não tenha nenhuma suspensão a respeito desse valor. Então esse dinheiro deve estar lacrado, visível para todos que estão naquela guarnição e que todo esse procedimento, de preferência, seja imediatamente encaminhado para Polícia Civil, sendo que naquele local não havia presença de policiais civis”, afirmou.

Segundo o secretário, “Houve uma série de irregularidades nesse sentido”. E acrescenta: “Nós precisamos destacar que em todas as medidas estão sendo tomadas, ao ponto em que cada um que vai aparecendo nesse cena com relação a esse dinheiro ou com relação também, existem as informações ainda a serem confirmadas detalhadas do Banco, porque nós não sabemos as informações confirmadas. Todo esse processo é inicial e todas as medidas administrativas foram tomadas e logicamente vão confirmar essas versões tanto dos policiais, quanto dos funcionários do Banco”, afirmou.

O apresentador Amadeu Campos questionou se haverá um inquérito especifico para tratar do desaparecimento de R$ 294 mil que pode ter sido furtado, ou sumido.

“Sem dúvidas, sem dúvidas! Todos os procedimentos serão tomados. Nós vamos determinar que um delegado faça essa apuração, seja na área criminal ou civil. Lógico que já foi determinado por parte do Coronel Lindomar, oficiais da Polícia Militar na área administrativa militar. Então todo esse processo vai ser acompanhado especificamente, exclusivamente de profissionais para esclarecer essas dúvidas com relação as versões dos policiais e dos funcionários do Banco. Quero ressaltar que em nenhum momento, em situação nenhuma, nós vamos compactuar ou sermos condescendentes com esse tipo de atitude, caso seja realmente comprovado. Eu tenho sempre orientado nossos policiais para que contem conosco para qualquer ação que for legitima e legal. Com relação ao desvio de conduta, o rigor da lei será para essas pessoas. Oriento também para que ocorra punição máxima. Se confirmado uma situação dessa, na minha opinião, é que sejam excluídos da corporação”, acrescentou.

Segundo o secretário, o teor dos depoimento dos dois policiais não pode ser divulgado por se tratar de um procedimento em andamento. “Eu somente tenho acesso ao final da apuração. E jamais vou interferir, ficar acompanhado quais os passos que os oficiais estão tomando. É uma determinação minha para que eles tenham total isenção”, enfatizou.

O major Flávio Pessoa, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, foi afastado nesta quarta-feira (20) depois do sumiço de R$ 300 mil da quantia roubada no assalto ocorrido ontem ao Banco do Nordeste da Avenida João XXIII.

Segundo a coronel Elza, relações públicas da corporação, o afastamento se deu em razão das investigações sobre a quantia que está desaparecida.

“Foi decidido o afastamento do major Pessoa por causa do procedimento administrativo instaurado que apura o sumiço desse dinheiro”, disse em entrevista ao Portal AZ.

De acordo com a coronel, o comando geral da Polícia Militar estão verificando outro nome para assumir temporariamente o 5º BPM.

Policiais são presos por sumiço de R$ 300 mil em assalto ao BNB
Dois policiais militares foram presos na manhã desta quarta-feira (20) por não terem realizado os procedimentos regulamentares de preservação do local do crime onde ocorreu o sequestro seguido de assalto na agência do Banco do Nordeste da Avenida João XXIII. De acordo com a Relações Públicas da Polícia Militar, foi constatado o sumiço de R$ 300 mil que fazia parte do dinheiro roubado ontem no banco.

Segundo a coronel Elza, apenas um dos assaltantes foi preso e a Polícia Civil apurou que com ele foi encontrada a quantia de aproximadamente R$ 700 mil. Na hora da contagem do dinheiro, realizado pelo BNB em conjunto com a Polícia Civil, foi constatado que havia R$ 400 mil.

“A Polícia Civil constatou com o BNB que tinha sumido esses R$ 300 mil. Agora vai ser apurado para verificar se os policiais têm a ver com o sumiço do dinheiro” afirma a coronel Elza.

A Corregedoria da Polícia Militar instaurou um inquérito para que seja averiguado se os policiais militares tem ligação com o sumiço do dinheiro. No momento, eles estão presos no quartel do Comando Geral e o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) está apurando o assalto.

Entenda o caso
A agência do Banco do Nordeste localizada na Avenida João XXIII, zona leste de Teresina, foi alvo de assaltantes na manhã da última terça-feira (19). Segundo informações da Polícia Militar, a tesoureira do banco foi feita de refém na própria residência com sua família.

“Eles renderam toda a família, sendo três crianças. Depois eles levaram a funcionária até a agência. Dois dos bandidos foram com a tesoureira no carro dela e entraram junto com ela. Os outros seguiam atrás em outro carro, modelo Versa de cor cinza e ficaram aguardando na parte externa”, disse o capitão Tales, do 5º Batalhão.

Um dos suspeitos foi preso com parte do dinheiro que havia sido roubado e estava escondido em duas sacolas de lixo. A tesoureira foi liberada e já prestou esclarecimentos com mais informações sobre o ocorrido para a equipe da PM.

Fonte: Portal AZ/Meio Norte

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