Sábado , 22 Setembro 2018
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PSDB e DEM reuniram lideranças na casa do ex-deputado estadual Roncalli Paulo em SJPI

O nome do deputado estadual Luciano Nunes (PSDB) está posto como pré-candidato ao governo do Piauí desde janeiro deste ano. Até agora, as pesquisas de intenção de voto não tem sido muito favoráveis a ele. Por outro lado, o percentual daqueles que não sabem em quem votar para governador é muito alto, mesmo com Wellington Dias (PT) sendo um nome consolidado, três vezes governador e com seis eleições majoritárias disputadas nos últimos 18 anos (duas para prefeito de Teresina, uma para senador e três para governador).

E é nesse ponto que a maioria dos que defendem a pré-candidatura de Luciano apostam. Na avaliação dos opositores, já existe um fato concreto nesta eleição: o de que uma parcela significativa da população não quer Wellington Dias no governo a partir de janeiro de 2019. Pesquisas têm demonstrado essa realidade. Diante disso, a avaliação é de que existe o desafio de tornar conhecidas deste público as alternativas ao nome do petista.

No último sábado (23), durante discurso para lideranças na casa do ex-deputado estadual Roncalli Paulo, na cidade de São João do Piauí, o deputado estadual e pré-candidato a senador Robert Rios (DEM) chamou atenção para esse fato e pediu engajamento das forças de oposição de todo o Estado. Segundo ele, é preciso tornar o nome de Luciano Nunes conhecido do público que rejeita uma quarta gestão de Wellington Dias.

Robert fez um retrospecto de eleições em que a oposição derrubou esquemas políticos tidos como imbatíveis e disse que “nunca viu estrutura vencer sentimento”. Ele exemplificou dizendo que, na política, quando duas estruturas se enfrentam, a mais forte engole a mais fraca, mas quando uma estrutura enfrenta um sentimento, o sentimento sai vitorioso.

Em sua fala, recordou a histórica vitória de Mão Santa em 1994, quando derrubou o esquema político liderado pelo PFL do então candidato a governador Átila Lira. Na avaliação de Robert, o sentimento popular de rejeição ao grupo que dominava o Piauí alçou a figura de Mão Santa ao posto de governador do Estado. O exemplo seguinte citado por Robert foi o do próprio Wellington Dias em 2002, quando o petista venceu o então governador Hugo Napoleão (PFL). O deputado lembrou que, naquela época, a oposição tentou de todas as maneiras construir uma alternativa de candidatura, mas ninguém aceitava se lançar candidato.

“Ninguém do nosso lado queria ser candidato porque o Hugo era muito forte. Ele era governador, passou a ser apoiado pelo Firmino, que era prefeito de Teresina, e pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. A oposição sequer tinha candidato. Marcelo Castro foi chamado e não quis. Às 2h da manhã fomos acordar o João Vicente e ele não quis. Apelamos para o B. Sá que também não quis ser candidato. Chamamos o Freitas Neto que também não quis. Ninguém queria, tal era a exuberância do governo Hugo Napoleão. Quando não tinha ninguém para aceitar, fomos buscar o Wellington. Primeira pesquisa 68% para o Hugo e 6% para o Wellington. E ainda vencemos no primeiro turno”, relembrou.

Para Robert, a vitória de Wellington em 2002 foi resultado do sentimento de negação ao grupo liderado pelo então governador Hugo Napoleão. Na visão dele, a mesma realidade ocorre em 2018, dessa vez contra o petista. O deputado avalia que o desafio agora é unir esse sentimento que atualmente existe, mas que está disperso.

“O que é o sentimento? O sentimento está dispersado, distribuído longe da gente. É quando você chega na bodega para tomar uma dose de cachaça e aí o companheiro diz assim: ‘rapaz, nesse governo eu num voto mais não’. É quando você chega no salão de beleza e a pessoa que está cortando o cabelo diz assim. ‘eu não voto no Wellington não’. É quando você pega um táxi e o taxista diz ‘eu num voto nesse Wellington não’. Essas pessoas não estão se comunicando. Elas estão dispersas. Mas elas representam um sentimento”, falou.

Na avaliação de Robert, o grande desafio das lideranças políticas é juntar esses sentimentos dispersos e dizer que existe a alternativa de Luciano Nunes ao governo. Na fala, Robert destacou que grande parte dos que rejeitam Wellington Dias ainda não conhece Luciano.

“A classe política tem um papel que é terrível, que é juntar esse sentimento disperso. Juntar todo mundo e dizer que temos um candidato. Porque a vontade de votar contra o Wellington existe e ninguém segura mais. É inevitável, ela está pulando em cima da gente”, falou.

Robert explicou que o primeiro sentimento da pessoa que está frustrada com o governador é o de negação. Ele entende que isso tem existido por todo o Piauí e que agora é preciso provocar um segundo sentimento nessas pessoas, o de afirmação, ou seja, eu voto em fulano. Se houver engajamento e dedicação, o deputado acredita que essa afirmação pode ser favorável a Luciano Nunes, desde que o nome dele chegue o mais longe possível.

Fonte: Politica Dinâmica

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