Sábado , 24 Fevereiro 2018
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Policiais não poderão ir a festas armados no Piauí

Em reunião na manhã de quarta-feira (17), na sede do quartel da Polícia Militar do Piauí, ficou acordado que será proibida a “carteirada” por parte dos policiais. A “carteirada” é um recurso que profissionais que, valendo-se de suas qualidades, exigem tratamento diferenciado. Eles usam sua carteira profissional para ter livre acesso a festas, boates e prévias carnavalescas.

Participaram da reunião as Policias Militar, Civil, Federal, Rodoviário Federal, Exército e agentes prisional. Os representares de bares, boates e eventos carnavalescos também participaram da discussão.

Foi esclarecido para os donos de eventos que os policiais não têm livre acesso em festas particulares. Eles precisam pagar para entrar. E que alguns proprietários de casas de shows fazem concessão de livre acesso por conta deles.

O coronel Alberto Menezes, coordenador geral de operações da Polícia Militar do Piauí, informou que a instituição quer adotar um aplicativo para identificar os policiais armados em festas. É no mesmo modelo do que existe no Estado do Amazonas chamado de “Balada Segura”.

Ficou acordado que os proprietários de casas de shows e organizadores de evento vão destinar uma sala para os policiais guardarem suas armas. Não será proibido entrar com pistolas, mas o policial terá opção de deixá-la em um lugar seguro no estabelecimento privado. Será obrigatória a sua identificação.

Atualizada

Um pacto firmado entre as Forças de Segurança tenta proibir a famosa “carteirada” em eventos públicos realizados em locais fechados. Sobre o porte de arma de fogo, em locais de diversão, a PM apresentou algumas orientações, uma delas contestada pela Polícia Federal.

No último sábado(13), um tiroteio provocado supostamente por um cabo do Exército na prévia de carnaval Banda Bandida feriu três pessoas.

A orientação da Polícia Militar do Piauí é que os donos de eventos na Capital disponibilizem acesso reservado para as autoridades com porte de arma, recinto para identificação e/ou guarda da arma (cofre) e recibo de entrega e devolução da arma.

“As autoridades com porte de arma, ao chegarem a eventos desta natureza, devem se identificar como tal e apresentar o registro da arma, bem como fotografar a identidade funcional e o registro de arma”, sugeriu o major Wilson Gomes, subcomandante do Comando de Policiamento Especializado.

“Em caso de recusa, a segurança privada deve imediatamente acionar a PM e a Corregedoria da Instituição ou autoridade responsável”, complementou o major.

O representante da Polícia Federal questionou a necessidade da foto do registro, já que trabalham com investigação e podem estar no local a trabalho.

Os pontos divergentes serão debatidos para que se chegue a um consenso. Participaram da reunião no Quartel do Comando Geral da PM-PI representantes das polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal, agentes penitenciários e donos de eventos.

Fala Piauí

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