Quinta-feira , 13 Dezembro 2018
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Estudo mostra que não se renova em eleições no Piaui, políticos estão no poder a mais de 30 anos.

Com a crise de credibilidade que a classe política enfrenta atualmente, muito se fala em renovação. Aproveitar o pleito eleitoral para eleger pessoas novas e tirar os velhos caciques da política. Mas, no Piauí, a tarefa de renovar os quadros da política ainda é algo distante, pelo menos na eleição deste ano. Os medalhões são os protagonistas da disputa.

Quase 40% dos políticos com mandato e que buscam a reeleição ou disputam cargo diferente em 2018 estão no poder há mais de duas décadas. O recorte não considera aqueles que têm mandato há menos de 20 anos, apesar de boa parte deles também já não representar renovação. Preferimos selecionar a partir de duas décadas.

Se for reeleito, petista somará 16 anos apenas como governador e ampliará recorde

Na disputa pelo governo, Wellington Dias (PT), que busca a reeleição, se elegeu vereador de Teresina ainda em 1992 e desde então nunca mais ficou sem mandato. Atualmente, é recordista na cadeira de governador, sendo o único até hoje a conquistar três vezes o governo do Estado. Nem mesmo os tradicionais nomes que faziam parte da chamada “oligarquia” política do Piauí conseguiram se perpetuar por tanto tempo. Ninguém passou de dois mandatos no Karnak.

Dos atuais 10 deputados federais, cinco estão há mais de 30 anos no poder. Átila Lira (PSB), Heráclito Fortes (DEM) e Paes Landim (PTB) estão desde a década de 1980 no Congresso Nacional, tendo sido membros da Assembleia Nacional Constituinte. Marcelo Castro (MDB), que deve tentar uma vaga de senador este ano, está há 20 anos como deputado federal, mas quando se elegeu para o cargo em 1998 já era deputado estadual há 15 anos.

Atuais deputados federais se perpetuam no poder 

Júlio César Lima (PSD), se elegeu deputado federal pela primeira vez em 1994, mas quase 20 anos antes, em 1977, já era prefeito da cidade de Guadalupe, no Sul do Estado.

O senador Ciro Nogueira (Progressistas), que busca se reeleger para o cargo este ano, foi eleito deputado federal em 1994, quando tinha 25 anos de idade. Em novembro ele vai completar 50 anos, ou seja, tem metade da vida ocupando mandatos eletivos.

Senador se elegeu primeira vez aos 25 anos 

Mas o maior abrigo de caciques políticos é a Assembleia Legislativa. De todos os deputados que vão buscar a reeleição em 2018, oito amaciam as cadeiras da Casa ou estavam em outro cargo político há pelo menos duas décadas. Fernando Monteiro (PRTB) chegou lá em 1987, há quase 32 anos, mas antes havia sido vereador de Teresina, eleito em 1983. Exatamente igual a ele, Themistocles Filho (MDB) chegou na Alepi em 1987. Antes, foi vereador da capital.

Wilson Brandão (Progressistas) se elegeu deputado estadual pela primeira vez em 1990 e vai completar 28 anos ininterruptos de mandato na Assembleia Legislativa. João Mádison (MDB), foi eleito vereador na cidade de Corrente em 1988 e ocupou o cargo de secretário de Governo na primeira gestão de Mão Santa, em meados de 1996/1997.

Há 22 anos, eles já exerciam cargos políticos

Janaínna Marques (PTB) foi eleita a primeira prefeita da história da cidade de Joca Marques, no Norte do Piauí, em 1996, e reeleita quatro anos depois. Ela também foi prefeita de Luzilândia antes de conquistar o mandato parlamentar na Assembleia.

Gustavo Neiva (PSB) foi o primeiro prefeito do pacato município de Porto Alegre do Piauí, eleito em 1996, quando tinha 24 anos de idade.

Também em 1996, a petista Flora Izabel se elegeu vereadora de Teresina, mesmo caso de Fábio Novo, eleito vereador no município de Bom Jesus, a 650 km de capital, no sul do Estado.

“NOVOS”, COM RESSALVAS
Muitos dos deputados estaduais que estão há menos tempo na Assembleia e que vão disputar as eleições deste ano, são filhos, irmãos ou cunhados de políticos tradicionais.

Fonte: Politica Dinâmica

 

 

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