Quarta-feira , 25 Abril 2018
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Caso Eletroshow: Festas luxuosas nessa casa, vaquejadas. O que levou Kledson Oliveira a falência? Veja matéria completa.

Apos mais de quatro anos desde de que foi fechada a eletroshow ainda é motivo de revolta em São João do Piaui, a empresa fechou depois de lesar pessoas em São João do Piauí e municípios vizinhos onde o mesmo tinha filiais.

As pessoas acreditavam nos sorteios e passaram a dar prioridade em seus orçamentos a esses pagamentos, segundo informações não oficiais o dono José Kledson chegou a movimentar milhões em São João e região.

Mas veio a falência, gastos desordenados, segundo um ex-funcionário do mesmo, com  vaquejadas em todo o país. Festas luxuosas em sua mega residencia para milhares de convidados em em São João, sempre regadas a Whisky e churrascos levaram Kledson  a sair da cidade, segundo informações a própria justiça entendeu que ele sofria ameaças.

Segundo esse ex-funcionário que não quis se identificar, o poder e o dinheiro, o deslumbramento com tudo, as amizades de pessoas que só queriam se aproveitar, também contribuíram para a derrocada de Kledson.

Casa de festas luxuosas na Travessa Raimundo Porto, ainda atribuída aos bens de Kledson

José Kledson de Oliveira Sousa e Luzia Dias da Silva Sousa

Em 2016 o juiz da comarca de São João do Piauí, Maurício Machado Queiroz Ribeiro, deferiu liminar  em 2016, e determinou a indisponibilidade de bens, no valor de R$ 55.385,00 (cinquenta e cinco mil trezentos e oitenta e cinco reais), de José Kledson de Oliveira Sousa e Luzia Dias da Silva Sousa, responsáveis pela compra premiada denominada Eletroshow. A decisão é do dia 7 de janeiro de 2016. O corregedor-geral do Tribunal de Justiça, desembargador Sebastião Ribeiro Martin, comunicou a indisponibilidade dos bens aos cartórios.

De acordo com a ação cautelar proposta por Edson Rodrigues Costa de novembro de 2014, José Kledson e Luzia Dias foram fornecedores de produtos e serviços de denominada Compra Premiada que funcionava, resumidamente, da seguinte forma: os consumidores pagavam mensalmente uma determinada quantia à empresa e participavam de sorteios, também mensais, onde receberiam mercadorias ou, caso não fosse sorteado, teriam o direito de reembolso das quantias pagas. Edson Rodrigues também afirmou que os denunciados não cumpriram com as obrigações contratuais e se desfizeram do seu patrimônio no intuito de não possuir garantia para o pagamento dos créditos dos autores da denúncia.

Na decisão, o juiz afirmou que é público e notório no município de São João do Piauí e nas regiões vizinhas que os proprietários da Eletroshow deixaram a cidade e fecharam a empresa, o que causou prejuízos à população que acreditou no serviço. O magistrado também frisou que diferente do que ocorre em um consórcio regular, no qual o consorciado contemplado continua vinculado ao grupo, obrigado a pagar suas prestações, nessa prática o integrante, ao ser sorteado, desvincula-se do seu grupo, ficando desobrigado de qualquer ônus. O juiz ainda ressaltou que “tal peculiaridade causa perplexidade na medida em que despreza princípio basilar do sistema de consórcio, qual seja, o da solidariedade, desnaturando a própria essência do negócio”.

Para determinar o bloqueio de bens de José Kledson e Luzia Dias, o magistrado se baseou no artigo 6, inciso III e IV do Código de Defesa do Consumidor, que tratam, respectivamente, da clareza de informações dos serviços prestados e a proteção contra publicidade enganosa.

O juiz ainda determinou que os acusados fossem citados para apresentar defesa e que fosse expedido ofício ao Denatran, Cartório de Registro de Imóveis de São João do Piauí e Banco Central, solicitando o bloqueio dos bens, e à Corregedoria de Justiça a fim de notificar a indisponibilidade aos demais cartórios de registro de imóveis do país.

A decisão é de janeiro de 2015. O aviso de bloqueio dos bens foi publicado no Diário Oficial do Tribunal de Justiça.

depois de anos ainda não se sabe como esta o processo ” eletroshow”.

Investigações

Em janeiro de 2015, foi noticiado na imprensa um inquérito aberto pelo Ministério Público Estadual para investigar as empresas “Eletroborges” e “Eletroshow”, após denúncias de propaganda enganosa com a utilização da “Compra Premiada”, “Venda Premiada” e o “Sorteou, Ganhou” na cidade de Canto do Buriti.

Na época, o promotor responsável pela investigação, Márcio Giorgi Carcará Rocha, afirmou que “tais modalidades de negócios, vulneram princípios basilares do direito do consumidor, especialmente a boa-fé objetiva, configurando a fraude por meio de ‘pirâmide’ denominada ‘Esquema Ponzi’”.

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